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A anatomia e a odontologia PDF Imprimir E-mail
Por Gilberto Paiva de Carvalho   
Texto dedicado a iniciantes em Odontologia

A anatomia é disciplina básica em saúde e integra-se à Odontologia no exercício de procedimentos básicos.

        A arte de cuidar, preservar, reabilitar os dentes é o foco principal da Odontologia. O aprendiz, futuro profissional desta arte, inicia o estudo da Odontologia com vigor, dissipando energia no início de sua caminhada. Muitos já conhecem algumas especialidades da profissão por meio de pais, tios, irmãos. No entanto, outros entram em um terreno desconhecido, sendo que, a escolha pela Odontologia pode ter sido motivada por um tratamento ortodôntico feito na adolescência. Estes novos acadêmicos não possuem uma orientação sobre os vários ramos que a Odontologia possui e qual a importância da Anatomia, disciplina imprescindível para a execução satisfatória da profissão do cirurgião-dentista. Este texto tem o objetivo de informar aos discentes do primeiro ano de Odontologia a influência da Anatomia nas diversas especialidades odontológicas regulamentadas pelo Conselho Federal de Odontologia.
        A anatomia, historicamente, vem sendo estudada antes do início da Era Cristã, desde Hipócrates de Cos. Iniciada a Era Cristã destacaram-se Rufo de Éfeso, Mondino de Luzzi, Leonardo da Vinci, André Vesalio, William Harvey, Giovanni Battista Morgagni, até as grandes descobertas do século XIX e a evolução tecnológica nos estudos anatômicos do século XX, a serem catalogadas com o fim de mais um século (GRAY,1988).  O estudo anatômico inicia a vida do estudante nas disciplinas relacionadas ao ser vivo, seja a Medicina, a Odontologia, a Fisioterapia, a Enfermagem.
        A anatomia específica em odontologia, o estudo da cabeça e do pescoço, tem como objetivo fornecer ao discente conhecimentos básicos para a sua utilização na clínica odontológica e em pesquisa científica. Os profissionais da odontologia no exercício de suas funções utilizam a anatomia constantemente. As quatorze especialidades odontológicas, sem exceção, utilizam-se da anatomia no seu dia-a-dia.
        Os procedimentos educativos e preventivos estão presentes em todas as especialidades. O conhecimento anatômico das estruturas sem patologias é essencial. A base de uma toda construção são o alicerce e as vigas destinados à sustentação de uma edificação. Este papel de prevenção e tratamento das doenças gengivais e periodontais é realizado pela Periodontia. Para a preservação da base, há a necessidade de se conhecer anatomicamente todas as estruturas que participam da sustentação do elemento dentário, como a gengiva, os ligamentos periodontais, o osso alveolar.
        A Dentística Restauradora além da aplicação de procedimentos educativos e preventivos, executa atos operatórios e terapêuticos para preservar e devolver ao dente integridade anátomo-funcional e estética, sendo, talvez, a especialidade onde mais freqüentemente se aplica o conhecimento de Anatomia Dental (FIGÚN/GARINO, 1989). A lesão de cárie destrói os tecidos, impossibilitando ao leigo determinar como era aquela superfície, cabendo ao cirurgião-dentista a função de restaurar o elemento dentário destruído, por meio da anatomia.
        Em casos mais avançados, no qual traumas ou lesões cariosas destruíram os tecidos calcificados que recobrem o tecido pulpar atingido-o, causando dor aguda ou crônica e/ou infecções, a Endodontia buscará restabelecer um meio biológico livre de bactérias. O procedimento de acesso à câmara pulpar depende dos aspectos anatômicos internos, pois, cada elemento dental possui particularidades quanto a forma e quantidade de condutos radiculares.
        Após a obturação dos condutos radiculares, o restabelecimento da forma original do elemento dentário é impossível, pois, em Odontologia não existem materiais biológicos que possuam as mesmas propriedades do esmalte e dentina . A Dentística Restauradora é a primeira especialidade lembrada quando se quer devolver ao dente sua integridade. No entanto, quando ocorre a perda de um ou mais dentes ou até mesmo a perda total dos elementos dentários, a Prótese atua no restabelecimento e a manutenção das funções do sistema estomatognático, visando a proporcionar conforto, estética e saúde pela recolocação dos dentes destruídos ou perdidos e dos tecidos contíguos.
        A evolução tecnológica da Odontologia fornece aos pacientes a possibilidade da confecção de raízes dentárias artificiais por meio da Implantodontia. Antes da cirurgia de implantação, faz-se necessário o estudo anatômico regional da estrutura óssea.
        O dentes extensamente destruídos sem a possibilidade de passar por um tratamento restaurador conservador são extraídos por meio de uma cirurgia. A Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais é a responsável pelo tratamento cirúrgico e coadjuvante das doenças, traumatismos, lesões e anomalias congênitas e adquiridas do aparelho mastigatório e anexos, e estruturas crânio-faciais associadas. Uma cirurgia menor ou maior não poderá ser executada sem o conhecimento anatômico das tábuas ósseas, ligamentos periodontais, disposição das artérias e nervos, além da habilidade manual do cirurgião.
        Assim como uma lesão de cárie possa atingir a polpa dentária, além das áreas de susceptibilidade, as infecções dentárias podem disseminar além da polpa causando patologias crônicas de pequenas proporções se comparadas às afecções dos sistema estomatognático ou doenças sistêmicas com manifestações bucais. Todas as informações sobre tais enfermidades serão providas pela Estomatologia que auxiliada pela Patologia Bucal irão diagnosticar se a moléstia é benigna ou maligna. Para a realização do diagnóstico, há a necessidade saber a origem anatômica da amostra. 
        Em perdas de estruturas anatômicas extensas de regiões da maxila, da mandíbula e da face ausentes ou defeituosas, como seqüelas da cirurgia, do traumatismo ou em razão de malformações congênitas ou de distúrbios do desenvolvimento, a Prótese Buco-Maxilo-Facial ocupar-se-á da reabilitação anatômica, estética e fonética das mesmas.
        A reabilitação anatômica, estética e fonética das estruturas dento-faciais e orientação do desenvolvimento do sistema estomatognático fazem da Ortodontia uma disciplina na qual o paciente vê o resultado. Para a realização dos tratamentos ortodônticos, o profissional deve ter amplo conhecimento anatômico das estruturas ósseas na qual vai trabalhar, assim como, também, precisa ter ciência de todas as fases do desenvolvimento anatômico do infante para uma satisfatória orientação durante o crescimento.
        A Odontopediatria engloba todas as especialidades da Odontologia, utilizando todos os conhecimentos com o objetivo de atender a saúde bucal da criança. No entanto, a criança não é um adulto em miniatura. As estruturas anatômicas são diferentes. A técnica de anestesia muda, pois, em crescimento, o ângulo da mandíbula é diverso, entre outras particularidades.
        O aprendizado anatômico geral é realizado nas peças ósseas, porém, o paciente também possui tecidos que recobrem todo o corpo dificultando o diagnóstico de doenças internas. A Radiologia utiliza métodos exploratórios por imagem com a finalidade diagnóstica auxiliando toda a Odontologia. As estruturas anatômicas internas são visualizadas em películas, assistindo ao cirurgião-dentista na confirmação do diagnóstico.
        O controle populacional da saúde bucal é realizado pela Odontologia em Saúde Coletiva. Como executar o controle das doenças e educação em saúde pública sem saber anatomia bucal? As questões éticas e legais relacionadas com a saúde coletiva, assim como, em toda a Odontologia, enquadram-se na Odontologia Legal.
        A Odontologia Legal possui outras funções além da ética, sendo a responsável pela a pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vestígios, resultando lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis. A  investigação da identidade de uma vítima carbonizada será realizada com o estudo minucioso de materiais obtidos anteriormente ao êxito letal e na ossada, sendo indispensável o conhecimento anatômico, também revelado quando o cadáver foi carbonizado ou reduzido a partes ou em fragmentos, demonstrando a importância do cirurgião-dentista no IML.
        Portanto, a Anatomia integra todas as especialidades odontológicas. Assim, torna-se indispensável uma boa orientação dos docentes aos discentes que iniciam o curso de Odontologia. Também, não se pode esquecer que o bom acadêmico tem a obrigação de buscar o conhecimento encarcerado no educador. Não existem barreiras entre o educador e o educando.
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